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MOEDA DA FELICIDADE

  • Foto do escritor: Daniela Devides
    Daniela Devides
  • 28 de jan.
  • 3 min de leitura

Por Que Sua Agenda Vale Mais Que Sua Carteira



Estamos em uma encruzilhada fascinante quando o assunto é a busca pela felicidade. Muitas vezes, somos levados a crer que a plenitude reside na acumulação de bens, no aumento da conta bancária ou na aquisição do próximo objeto de desejo. Contudo, a sabedoria que emana de diversos estudos e da própria experiência humana aponta para uma verdade mais profunda e, paradoxalmente, mais acessível: a felicidade tem muito mais a ver com o tempo que temos e, principalmente, com a forma como o utilizamos, do que com o dinheiro que possuímos, ou seja: sua agenda vale mais que sua carteira!


Vivemos um paradoxo moderno que me fascina e, ao mesmo tempo, me preocupa: a geração que "tem tudo", mas que sente que "não tem tempo para nada". Dispomos de mais tecnologias, mais facilidades e mais oportunidades do que em qualquer outro momento da história, e ainda assim, a sensação de escassez de tempo se tornou uma epidemia silenciosa. É como se, em nossa corrida incessante por mais, perdêssemos de vista o que realmente nos nutre e nos conecta com a vida. As pesquisas da psicologia positiva são unânimes: as pessoas mais felizes não são necessariamente as mais ricas, mas sim aquelas que organizam seu tempo com propósito, que dedicam horas a atividades que geram significado, conexão e crescimento pessoal.


O tempo de qualidade, seja ele desfrutado na companhia de entes queridos, imerso em um hobby que nos apaixona, em momentos de contemplação e autoconhecimento, ou contribuindo para uma causa maior, é o verdadeiro combustível da alegria duradoura. Não se trata de ter "tempo livre" em excesso, mas de ter agência sobre o nosso tempo, de sentir que somos os diretores da nossa própria jornada e não meros espectadores levados pela correnteza das obrigações. Quando permitimos que o ritmo frenético do mundo exterior dite cada minuto da nossa existência, abrimos mão da nossa autonomia e, consequentemente, de uma parte vital da nossa capacidade de ser feliz.


É hora de reaprender a usar o tempo como um aliado precioso do nosso bem-estar. Isso implica em um exercício consciente de priorização, um “não” gentil, mas firme, para o que drena nossa energia e um “sim” vibrante para o que nos recarrega. Pequenas práticas podem fazer uma enorme diferença: reservar momentos diários para a gratidão, para o silêncio, para o contato com a natureza; dedicar-se integralmente a uma conversa sem distrações; aprender algo novo que estimule a mente; ou simplesmente permitir-se o ócio criativo sem culpa. Não é sobre fazer mais, mas sobre fazer o que importa, com presença e intenção.


A felicidade não é um destino distante a ser alcançado após a próxima promoção ou a próxima grande compra. Ela reside nas escolhas diárias de como investimos nosso recurso mais valioso e irrecuperável: o tempo. Ao nos tornarmos mais conscientes de cada minuto, ao preenchê-los com propósito e qualidade, não apenas transformamos nossa própria vida, mas inspiramos aqueles ao nosso redor a fazer o mesmo.


Então, que tal começarmos hoje a reescrever nossa relação com o tempo? Que possamos resgatá-lo das garras da urgência e devolvê-lo ao altar da prioridade. Que cada segundo seja uma oportunidade de construir a vida que realmente desejamos, repleta de experiências significativas, laços verdadeiros e uma alegria que ecoa em cada respiração. A felicidade está à nossa espera, paciente e tranquila nos minutos que escolhemos viver com sabedoria e felicidade.


Daniela Devides, especialista em Educação Socioemocional 

e Psicologia Positiva, pós-graduada pela PUCRS, escritora, 

palestrante, mantenedora do Colégio Degrau de Araçatuba.



 
 
 

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